Tratamento para artrose de joelho
Também chamada de osteoartrite ou gonartrite, ela acomete grande parte da população, mais cedo ou mais tarde.
O que é a artrose do joelho
Artrose é o desgaste progressivo da cartilagem que reveste as extremidades dos ossos dentro da articulação. Com menos cartilagem para absorver o impacto, o joelho passa a doer, inchar e travar com mais facilidade, especialmente ao caminhar, subir escadas ou ficar muito tempo em pé.
Sintomas mais comuns
- Dor ao caminhar, subir ou descer escadas, ou ficar de pé por muito tempo
- Rigidez, principalmente pela manhã ou após ficar parado
- Inchaço na articulação
- Estalos ou sensação de atrito ao movimentar o joelho
- Dificuldade para dobrar ou esticar totalmente a perna
Os diferentes graus da artrose
Nem toda artrose é igual. A doença é classificada em graus — de leve a avançada — conforme o quanto da cartilagem já foi perdido e o quanto isso compromete o espaço articular nas imagens de raio-x. Esse grau é o que determina, junto com os sintomas do paciente, qual tratamento faz mais sentido: os casos leves e moderados respondem bem a medidas conservadoras; os casos avançados, com desgaste extenso, às vezes realmente precisam de cirurgia.
Por onde eu começo o tratamento
Antes de qualquer decisão sobre procedimentos, o tratamento da artrose começa por três pilares que as principais sociedades médicas internacionais reconhecem como primeira linha, independente da gravidade: educação sobre a doença, exercício físico estruturado e controle de peso, quando necessário.
Essas medidas, sozinhas, já reduzem dor e melhoram a função na maioria dos pacientes. Quando isso não é suficiente, avanço para opções como anti-inflamatórios, infiltrações (incluindo ácido hialurônico) e ortobiológicos (da medicina regenerativa) sempre avaliando o grau da artrose e o perfil de cada paciente.
A cirurgia entra apenas quando as alternativas conservadoras já foram esgotadas e o desgaste articular realmente justifica esse passo.
Medicina Regenerativa
Antes de pensar em cirurgia, existe um caminho que venho me dedicando a estudar desde o doutorado: a medicina regenerativa.
A ideia central é estimular a capacidade do próprio organismo de se recuperar, usando substâncias e células do próprio paciente para modular a inflamação e favorecer a saúde da cartilagem.
As principais ferramentas que utilizo são: Ácido hialurônico — repõe a lubrificação da articulação e reduz o atrito. PRP (plasma rico em plaquetas) — concentrado de plaquetas do próprio sangue do paciente, rico em substâncias que ajudam a modular a inflamação local.
BMAC (aspirado concentrado de medula óssea) — concentrado obtido da medula óssea do próprio paciente, com células de potencial reparador e anti-inflamatório
Tecido adiposo (gordura) — também fonte de células com propriedades reparadoras e anti-inflamatórias, utilizado em protocolos específicos.
Antes de qualquer aplicação, entra o que chamo de “preparo do solo”: otimizar o ambiente onde o tratamento vai atuar, controlando a inflamação do corpo como um todo e da articulação especificamente.
Acompanhamento médico
Uma aplicação ou consulta isolada, sem acompanhamento, tende a ter resultado mais limitado.
Por isso, trabalho com um plano estruturado em etapas, com acompanhamento médico contínuo, comprometimento do médico e do paciente com a melhora a longo prazo. Essa abordagem tem demonstrado resultado melhor do que um tratamento pontual.
Por que fazer esse acompanhamento comigo
Sou cirurgião com formação completa em cirurgia do joelho pela USP, no Grupo de Medicina do Esporte; e também especialista em Medicina da Dor, formado no Einstein. Tenho certificação oficial de Médico da Dor pela Associação Médica Brasileira e de Cirurgião de Joelho pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Joelho.
Além disso, sou pesquisador ativo na área de tratamento da artrose do joelho com técnicas de reparo e regeneração da cartilagem, que foram tema do meu Doutorado na USP.
Essa combinação significa que, quando você me procura com artrose, eu tenho capacidade técnica e científica para indicar e aplicar os tratamentos mais modernos e assertivos disponíveis. Avalio tanto o caminho cirúrgico quanto o não-cirúrgico com o mesmo nível de profundidade técnica e recomendo o que realmente for melhor para o seu caso, não o que for mais simples de indicar.